PAPO DA NOITE>>>Nada será como antes
Antes, os políticos justificavam o baixo nível do Congresso dizendo que, para o bem e para o mal, ele era um reflexo do Brasil, representava o que os brasileiros tinham de melhor e de pior.
Ou seja, não se podia almejar um Congresso de primeira com um povinho de quinta. E durante muito tempo nos fizeram acreditar que os representantes não eram piores do que os representados. Na semana passada, o povo nas ruas provou o contrário.
As palavras de (des)ordem atingiram frontalmente os partidos, com sua cultura patrimonialista, seus privilégios afrontosos e seu distanciamento da indignação popular, como uma corporação que se apossou do Estado e se une quando seus interesses são ameaçados — como agora. Mas eles querem mais dinheiro (nosso) para os seus partidos.
Contra a corrupção eleitoral, eles propõem o financiamento público das campanhas, com a bolada sendo distribuída proporcionalmente às bancadas dos partidos no Congresso.
Ou seja, PT e PMDB, enquanto para a oposição sobraria uma verba do tamanho da sua pequenez. É a forma mais fácil, e cínica, de um partido se eternizar no poder às custas do dinheiro publico. Por que o Zé Dirceu e o Rui Falcão não mandam a militância para a rua defender esta proposta?
O horário eleitoral e os fundos partidários — que já nos custam muito caro — bastam para equalizar as oportunidades e garantir eleições democráticas.
Empresas não votam, só têm interesses, investem e depois cobram a conta. São os eleitores que devem ajudar as campanhas de seus candidatos com doações individuais limitadas. Na Itália, o Movimento Cinco Estrelas fez 25% dos votos sem verbas públicas, só com pequenas doações individuais. E ideias.
Se a histórica semana passada tivesse acontecido antes, Renan não teria sido eleito presidente do Senado, os juizes não ousariam se dar dez anos retroativos de vale-refeição, os partidos não apresentariam projetos para afrouxar o Ficha Limpa e a Lei de Responsabilidade Fiscal, não dariam a Comissão de Direitos Humanos a Marco Feliciano, e os condenados do mensalão já estariam na cadeia. Foi por essas e outras que ela aconteceu
Patrícia Mazzilli com Agência Senado - Após a presidente Dilma Rousseff ter lançado uma nova linha de crédito no valor de R$ 18,7 bilhões para que os beneficiários do Minha Casa, Minha Vida comprem móveis e eletrodomésticos, os tucanos Aloysio Nunes Ferreira (SP) e Alvaro Dias (PR) ocuparam a tribuna do Senado para demonstrar preocupação com o uso indevido de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em mais um programa de financiamento.
O líder do PSDB, Aloysio Nunes, disse que o governo não tem autorização para mexer no FGTS do trabalhador para financiar a compra de eletrodomésticos. Para o tucano, esse dinheiro tem que sair do fundo do orçamento e ser votado pelo Congresso Nacional.
“Esse é um patrimônio do trabalhador e somente ele é quem pode dispor desta conta. Infelizmente, o fundo tem sido objeto de manipulação. Além disso, está encolhendo porque a sua correção não é feita pela inflação e com isso, nos últimos dez anos, mais de 40 bilhões de reais do fundo de garantia já se evaporaram”, disparou.
Alvaro Dias afirmou que o governo do PT utiliza os recursos do fundo para custear programas sociais, fazendo “cortesia com o chapéu alheio”. “Essa dilapidação de forma sorrateira é mais um expediente de falta de transparência. O governo opera na clandestinidade. São empréstimos secretos a Angola e Cuba; os gastos das viagens presidenciais são sigilosos; o uso dos cartões corporativos é segredo de estado”, disse.
O tucano destacou que o FGTS é um “patrimônio extraordinário” do trabalhador brasileiro. O senador disse que os subsídios destinados ao programa Minha Casa Minha Vida em 2012 passaram de R$ 6,5 bilhões. “Nesse ritmo, a concessão de subsídios avançará sobre o patrimônio líquido do fundo.”
Reportagem do O Globo publicada nesta quarta-feira (12) mostra integrantes do conselho curador temem uso indevido do dinheiro do fundo bancar as despesas com o novo programa.
De acordo com o jornal, esse receio se justifica pelo histórico dos últimos anos. Dados do Conselho Curador revelam que, desde março de 2012, o Tesouro Nacional segurou em caixa cerca de R$ 4 bilhões que deveriam ser repassados ao FGTS, relativos a receitas arrecadadas com o adicional de 10% do fundo pagos por demissões sem justa causa.
O líder do PSDB, Aloysio Nunes, disse que o governo não tem autorização para mexer no FGTS do trabalhador para financiar a compra de eletrodomésticos. Para o tucano, esse dinheiro tem que sair do fundo do orçamento e ser votado pelo Congresso Nacional.
“Esse é um patrimônio do trabalhador e somente ele é quem pode dispor desta conta. Infelizmente, o fundo tem sido objeto de manipulação. Além disso, está encolhendo porque a sua correção não é feita pela inflação e com isso, nos últimos dez anos, mais de 40 bilhões de reais do fundo de garantia já se evaporaram”, disparou.
Alvaro Dias afirmou que o governo do PT utiliza os recursos do fundo para custear programas sociais, fazendo “cortesia com o chapéu alheio”. “Essa dilapidação de forma sorrateira é mais um expediente de falta de transparência. O governo opera na clandestinidade. São empréstimos secretos a Angola e Cuba; os gastos das viagens presidenciais são sigilosos; o uso dos cartões corporativos é segredo de estado”, disse.
O tucano destacou que o FGTS é um “patrimônio extraordinário” do trabalhador brasileiro. O senador disse que os subsídios destinados ao programa Minha Casa Minha Vida em 2012 passaram de R$ 6,5 bilhões. “Nesse ritmo, a concessão de subsídios avançará sobre o patrimônio líquido do fundo.”
Reportagem do O Globo publicada nesta quarta-feira (12) mostra integrantes do conselho curador temem uso indevido do dinheiro do fundo bancar as despesas com o novo programa.
De acordo com o jornal, esse receio se justifica pelo histórico dos últimos anos. Dados do Conselho Curador revelam que, desde março de 2012, o Tesouro Nacional segurou em caixa cerca de R$ 4 bilhões que deveriam ser repassados ao FGTS, relativos a receitas arrecadadas com o adicional de 10% do fundo pagos por demissões sem justa causa.










